A diretoria da Associação Beneficente Campo Grande, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia, esteve reunida na última semana com membros das principais lideranças maçônicas de Campo Grande para mostrar as questões que envolvem o maior hospital do Estado, além de buscar apoio formal em prol da devolução da instituição.
Foram realizadas duas reuniões. Na Grande Oriente do Brasil, o grão-mestre Márcio Lolli Ghetti, foi receptivo com a diretoria e o encontro reuniu aproximadamente vinte veneráveis.
Na Grande Loja Maçônica, o grão-mestre Jordão Abreu da Silva Jr, também se mostrou atencioso com os diretores, ambos disponibilizaram apoio à causa da ABCG.
Durante as reuniões o presidente da ABCG, Wilson Teslenco, fez uma apresentação pontuando as principais deficiências do hospital e relatou a luta da ABCG desde os primeiros anos de intervenção, mostrando documentos judiciais e citando graves problemas que a Santa Casa tem enfrentado, como desabamentos, paralisações e fechamento de setores.
“Ficamos profundamente honrados com a acolhida da maçonaria. Nossa intenção com a divulgação destes fatos é conquistar o apoio formal da sociedade organizada para que a Santa Casa possa ser resgatada da situação caótica em que se encontra”, acrescenta Teslenco.
Para este ano, a mantenedora da Santa Casa planeja visitar diversas instituições, assim como outros formadores de opinião. O objetivo dos encontros é discutir os problemas oriundos da intervenção e a luta da ABCG pela recuperação da Santa Casa.
Assessoria de Imprensa da ABCG
Nesta quarta-feira (25.01), a diretoria da Associação Beneficente de Campo Grande, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia, irá se reunir com o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Amaury da Silva Kuklinski. O encontro será ás 14h, no gabinete do juiz, onde os diretores da ABCG discutirão sobre a fiscalização das medidas administrativas, impostas à junta interventora do hospital em razão da intervenção judicial ocorrida no final de 2007.
No ano passado, Kuklisnki alegou em despacho que a intervenção não alcançou os objetivos esperados, porém, não caberia ao judiciário realizar a fiscalização do hospital e sim ao Tribunal de Contas do Estado.
Em recente decisão contrária, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Fernando Mauro Marinho, confirmou a responsabilidade da justiça através de Kuklinski de fiscalizar e fazer cumprir as medidas administrativas.
De acordo com o advogado da ABCG, Carmelino Rezende, a sentença judicial de intervenção impõe muitas medidas e até agora a única executada foi o afastamento da associação da administração do hospital.
“Só afastaram a ABCG do hospital, mas existem outras ordens para serem cumpridas, por exemplo, o déficit ainda não foi zerado. Precisa ser realizada uma fiscalização urgente e vamos até ao juiz para que isso seja resolvido”, argumenta.

Publicada por Campo Grande News
Reunião que já tinha sido adiada, agora foi cancelada, diante da negativa do Estado em firmar o TAC. (Foto: Arquivo
Depois de ser adiada às vésperas da reunião, a assinatura do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), entre gestores da Santa Casa e MPE (Ministério Público Estadual) foi cancelada.
O acordo, proposto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) seria assinado dia 09 de junho, foi adiado para amanhã e agora não tem deve acontecer, por conta da negativa do Estado em firmar o TAC.
O Ministério do Trabalho cancelou a reunião e estuda a adoção das medidas cabíveis, o que deverá ocorrer, dada a urgência, no máximo, na semana que vem.
Por meio do termo, os Ministérios Públicos, tanto do Trabalho, como Estadual queriam assegurar a implementação de medidas urgentes para solucionar o problema da falta de equipamentos e profissionais de enfermagem no setor de emergência do hospital, limitando o uso do ambulatório aos casos estritamente necessários.