Depois de 6 anos de intervenção ditatorial, o presidente da junta interventiva afirma que “somente a partir de janeiro (de 2011) passamos a pagar a conta de energia elétrica, que nunca era paga”…

Como é que se pode admitir isso, Ministério Público?

“Não podemos ser surpreendidos a todo dia, todo momento”… é verdade, senhor interventor. Só que essa intervenção já está lá há mais de 6 anos. Que tal admitir que não foram capazes de sequer fazer esse levantamento até agora?

 

Interessantíssima a apresentação da junta interventora em relação ao seu desempenho magistral como “gestores” da Santa Casa, em especial do Sr. Edson da Mata.

O que salta aos olhos de qualquer cidadão relativamente informado é que, ao contrário do que foi determinado na decisão judicial, o poder público não está arcando com os custos de administração do hospital.

Uma pergunta: se a própria decisão da justiça determina que estado e município arquem com essas despesas, sob pena de multa diária de R$10 mil, sem prejuízo da prisão dos mandatários, o que aconteceu com o Ministério Público que não exige esse cumprimento?

Publicado originalmente no MidiaMax

Os vereadores transferiam para a sessão ordinária de quarta-feira (5), a discussão sobre a crise da Santa Casa, quando a ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) irá fazer uma reunião para expor a sua versão sobre o que está ocorrendo hoje no maior hospital do Centro-Oeste.

O espaço foi aberto pelo presidente da Câmara, vereador Paulo Siufi (PMDB), a pedido do vereador Athayde Nery (PPS), que acompanhado pelo vereador Dr. Loester (PDT), estiveram reunidos na manhã de sexta-feira (1º), com os membros da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), que perdeu a administração da Santa Casa para a Junta Interventora, em 2005.

A reunião, que ocorreu na Casa de Leis, contou com a participação de Wilson Telesco, presidente da ABCG e dos demais membros da Associação, como Carmelino Rezende, Normann Kallmus, Joelson Chaves de Brito e Percio Ailton Tozzi.

A luta por melhorias nas condições de atendimento da Santa Casa sempre foram a bandeira do vereador Dr. Loester, que atua na Santa Casa há mais de 30 anos e desde que assumiu como vereador sempre se posicionou desta forma por conhecer a realidade diária do hospital.

O presidente Paulo Siufi destacou que “o vereador Dr. Loester é a pessoa certa para falar sobre isso, porque a vida dele é a Santa Casa. Depois de tudo que ouvimos e vimos ficou claro que ninguém tem problemas com a Junta, o que se pretende realmente é tentar verificar as cinzas que ficaram da Santa Casa, para compor uma proposta legítima capaz de devolver a saúde à Santa Casa”, afirmou Siufi.

Siufi afirmou ainda que “até agora todos os relatórios apresentados e as visitas que fizemos deixaram claro que o momento demonstra que a cidade vive uma insegurança muito grande com relação à saúde, porque todo e qualquer cidadão que sofra qualquer tipo de acidente acaba indo para a Santa Casa, porque não tem outro lugar e por se tratar de um hospital de referência na saúde, principalmente pelo seu corpo clínico”, alertou o parlamentar.

Durante a reunião Carmelino fez questão de destacar que “o formato Intervenção foi um modelo apropriado àquele momento, mas que já demonstrou que hoje não é mais um sistema saudável. Temos outras propostas para melhorar a situação da Santa Casa. Oferecendo subsídios aos vereadores e à opinião pública será possível uma maior possibilidade de uma decisão acertada”, disse.

O chefe do Legislativo irá abrir as portas da Casa de Leis e irá receber os membros da ABCG na terça-feira, para que todos os vereadores tenham a oportunidade de conhecer a visão dos mantenedores. “Como a Câmara é a caixa de ressonância da sociedade, espero a participação expressiva da população e de todos os meios de comunicação para que a sociedade tenha as informações necessárias e possam participar do processo de manifestações que esta Casa vai tomar”, revelou Siufi.

Para Paulo Siufi, este será um momento que deve ser desdobrado em audiência pública para que outros também tenham a possibilidade de manifestar sua opinião em busca de uma solução não paliativa, mas sim definitiva. Todos forma unânimes em dizer que a intervenção ocorreu por uma suposta falha na administração, mas o que se vê foi que piorou e agora é preciso chamar à ordem, pois “contra fatos não existem argumentos”, afimou Siufi.