Publicada por Campo Grande News
Os funcionários do setor da pediatria da Santa Casa, em Campo Grande, foram pegos de surpresa na madrugada deste domingo (29), quando parte do teto do setor de descanso desabou.
Conforme os funcionários, o risco de desabamento do setor já havia sido comunicado para a chefia de enfermagem. Os trabalhadores afirmam que o local é o único lugar para descanso.
“Trabalhamos 12 horas com intervalo de uma hora e não temos outra opção para descanso. O local é precário, não tem dignidade nenhuma”, desabafa um funcionário que prefere não ser identificado. Apesar do susto ninguém ficou ferido.
No entanto a posição da Santa Casa contrária a versão dos funcionários. Segundo informações da assessoria de imprensa o teto não desabou. O buraco na estrutura de gesso foi aberto pela equipe de manutenção para reparos no teto.
Segundo a assessoria, já tem uma semana que o setor de manutenção do prédio foi acionado para fazer os reparos necessários. Os funcionários foram tranqüilizados pela equipe de manutenção.

Diretoria da ABCG foi até ao juiz cobrar fiscalização da Santa Casa
Após se reunir com o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais, Amaury da Silva Kuklinski, na tarde da última quarta-feira (25.01), a diretoria da ABCG aguarda nova decisão do magistrado. Segundo Kuklinski, até o final de fevereiro, a associação terá resposta sobre a execução da sentença judicial onde foram estipuladas medidas administrativas para a junta interventora da Santa Casa, as quais não foram cumpridas.
Durante a reunião, o juiz manteve seu posicionamento contrário a intervenção, e reconheceu mais uma vez que o procedimento não alcançou bons resultados. O presidente da ABCG, Wilson Teslenco, o questionou inúmeras vezes sobre a falta de fiscalização no hospital, numerando as deficiências da Santa Casa e a falha da junta interventora em cumprir as medidas impostas à intervenção.
Uma das medidas que deveriam ser cumpridas seria de zerar o déficit do hospital, o que não foi feito, hoje a dívida chega aos R$ 120 milhões e a junta interventora ainda realizou um empréstimo no valor de R$ 14 milhões.
“Precisamos de uma solução. No Brasil temos diversos casos onde a intervenção resultou no fechando de hospitais, não queremos ver a Santa Casa fechada. A intervenção não fez o que foi acordado e queremos que a sentença seja executada”, pontua Teslenco.
As medidas administrativas que deveriam ser cumpridas durante a intervenção foram ignoradas. A assessoria jurídica da ABCG relata que não houve prestação de contas da junta interventora no modo e no tempo devido; foram feitas contrações de empresas para terceirizar serviços. Além disso, houve redução do quadro de funcionários, antes da intervenção eram dois mil duzentos e cinqüenta e nove funcionários e hoje são pouco mais de 900.
Ao governo do Estado e a prefeitura ficou o compromisso de repassar verbas mensais necessárias ao hospital durante o período de intervenção. Para o descumprimento da medida, foi fixada uma multa diária no valor de R$ 10 mil, para ser depositada no Fundo Municipal de Saúde, além do decreto de prisão por descumprimento de ordem judicial.
Nenhum documento foi levado ao juiz, Kuklinski reconheceu e disse “Não chegou nada em minhas mãos”. O magistrado comentou que não sabia da mudança feita na junta interventora, realizada no ano passado com o pedido de demissão do então presidente Jorge Martins e do fato do governo do Estado ter assumido o hospital.
Para que não haja descumprimento das regras, o conselheiro fiscal da ABCG, Joelson Chaves, propôs ao magistrado a inclusão de membros da ABCG no hospital para realizar a fiscalização administrativa.
O advogado da associação, Carmelino Rezende, pressionou o juiz e frizou “A sentença tem que ser executada, ninguém faz nada e fica uma sentença unilateral”. Com o posicionamento do juiz de apresentar decisão no final do próximo mês, o presidente da associação reforça que em meados de fevereiro irá até o juiz para novamente tratarem do assunto e fazer com que a sentença judicial seja executada.
Nesta quarta-feira (25.01), a diretoria da Associação Beneficente de Campo Grande, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia, irá se reunir com o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Amaury da Silva Kuklinski. O encontro será ás 14h, no gabinete do juiz, onde os diretores da ABCG discutirão sobre a fiscalização das medidas administrativas, impostas à junta interventora do hospital em razão da intervenção judicial ocorrida no final de 2007.
No ano passado, Kuklisnki alegou em despacho que a intervenção não alcançou os objetivos esperados, porém, não caberia ao judiciário realizar a fiscalização do hospital e sim ao Tribunal de Contas do Estado.
Em recente decisão contrária, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Fernando Mauro Marinho, confirmou a responsabilidade da justiça através de Kuklinski de fiscalizar e fazer cumprir as medidas administrativas.
De acordo com o advogado da ABCG, Carmelino Rezende, a sentença judicial de intervenção impõe muitas medidas e até agora a única executada foi o afastamento da associação da administração do hospital.
“Só afastaram a ABCG do hospital, mas existem outras ordens para serem cumpridas, por exemplo, o déficit ainda não foi zerado. Precisa ser realizada uma fiscalização urgente e vamos até ao juiz para que isso seja resolvido”, argumenta.
Publicada por Mídiamaxnews
Até que o instalador de ar condicionado R.R e sua mulher caíssem no giro das clínicas particulares que ficam no entorno da Santa Casa, e no vácuo do HR, ele e a mulher passaram por uma verdadeira prova de resistência na vida real, bem mais dura que os “realits shows” da televisão.
Ao contrário da TV, aqui a família teme que a sua imagem e nomes sejam divulgados porque o tratamento médico não se encerrou.
A sina começou no último dia 16, quando o instalador sofreu um grave acidente de trabalho, ao se desequilibrar de uma altura de três metros, e cair cima de uma escada.
Na queda, bateu a fronte do lado direito no cimento duro e teve imediato traumatismo craniano. Ele não conseguiu se proteger com as mãos.
Depois do forte impacto, o trabalhador ficou inconsciente até pouco antes que o Samu o atendesse, cerca de vinte minutos depois da queda. R.R teve um forte temor em uma das pernas, como se tivesse uma convulsão. E estava sem enxergar, ao lado do sangue e plasma que escorriam piso abaixo.
Atendido em estado de choque e em semiconsciência, foi levado para a Santa Casa, o hospital referência do MS em casos de traumatismos neurológicos, segundo informa a central de regulação do SAMU. Apesar de toda a modernização anunciada pelo governo estadual, o HR está fora deste circuito.
Ao chegar ao hospital ao mesmo tempo em que o Samu, a mulher do acidentado, S.R., encontrou o instalador vomitando e ainda sem enxergar.
E dos dois olhos, porque em 1998 o instalador sofreu um primeiro e grave acidente de trabalho, perdendo tragicamente o a visão esquerda, quando um prego penetrou o seu o olho.
Esposa relata alta inesperada
Sem poder entrar na emergência, a esposa foi informada que o neurocirurgião havia marcado uma avaliação por volta das 21horas do mesmo dia, para depois decidir-se pela alta, ou não – a chamada observação, comum em traumatismos cranianos semelhantes.
Mas, repentinamente , segunda a mulher, uma enfermeira lhe disse que a alta fora antecipada para 18 horas. Nervosa com a decisão, ao tentar saber o motivo, S.R. conta que não obteve resposta. E o marido ainda não enxergava dos dois olhos.
Nesta quinta-feira, 12 de janeiro, às 19h30, será realizada a solenidade de posse da nova diretoria da Associação Beneficente Campo Grande, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia. Os novos nomes foram escolhidos em eleição ocorrida no dia 13 de dezembro. O arquiteto Wilson Teslenco foi reeleito presidente, tendo como vice o desembargador aposentado Abdalla Jallad. Ao lado dos demais diretores, estarão à frente da entidade durante o biênio 2012/2013.
Sobre a nova composição da diretoria, Teslenco reforça que são pessoas com ampla experiência na gestão pública e privada, convictos de que a intervenção não alcançou seus objetivos e preocupados com as condições em que o hospital se encontra.
“Estamos esperançosos, neste ano continuamos a luta para que aconteça a devolução da Santa Casa. A nova diretoria tem nomes de peso, pessoas que conhecem e que não estão contentes com a atual situação da Santa Casa, que vieram somar esforços para conquistar o nosso objetivo” enfatiza.
A posse será realizada na sede provisória da ABCG, que fica na Rua 14 de julho, 1640, centro de Campo Grande.
Nova diretoria a ser empossada:
Conselho Administrativo
Diretoria:
Presidente: Wilson Levi Teslenco
Vice-Presidente: Abdala Jallad
Primeiro Secretario: Esacheu Cipriano Nascimento
Segundo Secretário: Jesus Alfredo Ruiz Sulzer
Primeiro Tesoureiro: Carlos Henrique Santos Pereira
Segundo Tesoureiro: Luís Landes da Silva Pereira
Vogais:
(1) Pérsio Ailton Tosi
(2) Joelson Chaves de Brito
(3) Gilton de Almeida Silva
(4) Ricardo Augusto Bacha
(5) Valter Ribeiro de Araújo
(6) Heitor Rodrigues Freire
(7) Elias Gazal Dib
Conselho Fiscal
Titulares:
(1) Mario Antonio Cavinatto de Mello
(2) Yago João Chieregati Júnior
(3) Izaias Gomes Ferro
Suplentes:
(1) Alarico Reis D`Avila
(2) Marcos Alceu S. Villalba
(03) Carlos Liberato Portugal
Assessoria de Imprensa ABCG (67) 3044-1640
Publicada pelo site Campo Grande News
No último dia 12, a Associação Beneficente de Campo Grande, proprietária e instituidora da Santa Casa de Campo Grande, elegeu a diretoria que regerá os seus destinos no biênio 2012/2013.
Apesar de todos os percalços, dificuldades interpostas em seu caminho e de todos os insucessos judiciais momentâneos, a Associação resiste impávida, corajosa, serena, lastreada no sonho que sempre norteou os seus caminhos, desde a sua criação.
Um ideal iluminou os corações e as mentes de Eduardo Santos Pereira, Bernardo Franco Baís, Augusto Silva, Otaviano de Mello, Benjamin Corrêa da Costa, Enoch Vieira de Almeida, dr. Eusébio Teixeira (médico militar, primeiro presidente), e o engenheiro Camillo Boni (autor do projeto inicial com quarenta leitos), que encabeçaram uma lista com os seguintes dizeres: “Lista destinada à inscripção das pessoas que contribuem, dando uma esmola, para a creação da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, refúgio, em breve tempo, dos doentes pobres e desvalidos”.
Cento setenta e oito cidadãos se cotizaram com valores variando de 5$000 (cinco mil réis) a 500$000 (quinhentos mil-réis), totalizando 27.080$000 (vinte e sete contos e oitenta mil réis). (in Rica História de Amor ao Próximo- dr. Arthur D’Àvila Filho).
A esses cidadãos altruístas e pioneiros juntaram-se Rogério Casal Caminha, dr. Arlindo de Andrade Gomes (primeiro juiz de Campo Grande) e tantos outros, ao longo dos anos. Se fossemos nomeá-los, utilizaríamos talvez uma edição de jornal. Hoje somos 135 associados.
A chama do ideal que iluminou essas pessoas não morreu. Nem morrerá jamais, pois que os atuais associados da Associação Beneficente de Campo Grande não permitirão que isso aconteça, principalmente como tributo e respeito a quem se dedicou com tanta garra e tanto entusiasmo para servir à causa da população, repetindo: “refúgio, em breve tempo, dos doentes pobres e desvalidos”.
A diretoria recém eleita tem a seguinte constituição: presidente – Wilson Levi Teslenco; vice-presidente Abdalla Jallad; primeiro secretário – Esacheu Cipriano do Nascimento; segundo secretário – Jesus Alfredo Ruiz Sülzer; primeiro tesoureiro – Carlos Henrique Santos Pereira; segundo tesoureiro – Luis Landes da Silva Pereira. Foram eleitos também sete vogais (eu faço parte do conselho de vogais) e os membros titulares e suplentes do conselho fiscal.
Entre os presentes à assembléia geral de eleição, pessoas das mais representativas da nossa sociedade, como, por exemplo, Ruben Figueiró de Oliveira, Juvêncio Cesar da Fonseca, Valter Pereira, Laucídio Coelho Neto, Henrique Martins Neto, José Augusto Lopes Sobrinho, Jairo Faracco, Izaías Gomes Ferro, Ricardo Augusto Bacha, Valter Ribeiro, Leonardo Nunes da Cunha, Mário Eugênio Perón. Peço vênia aos demais participantes por não haver espaço para citar a todos.
O certo é que as instalações da nossa Associação foram pequenas para abrigar tantas pessoas que foram dar o seu apoio à nossa Santa Casa neste momento difícil. Pela grande e significativa presença bem demonstra que o espírito que sempre norteou a nossa instituição está mais vivo do que nunca.
Aristóteles foi dos primeiros a observar que nos tornamos as pessoas que somos devido às nossas próprias decisões. E coerentes com essa atitude é que os nossos associados tem o estímulo intrínseco de continuar na luta, até a vitória final com a retomada do hospital.
A nossa diretoria tem constantemente assinalado o seu propósito de estabelecer um projeto de união com o poder público, com os enfermeiros, médicos e demais instituições empresariais e classistas, para constituir uma ação conjunta que tenha como único objetivo o de servir condignamente à nossa população.
A natureza contagiante de uma atitude corajosa por parte de alguém pode inspirar um grupo inteiro. É o que tem acontecido com os associados da nossa Associação que, desde o começo da invasão que sofreu a nossa Santa Casa, se sentiram unidos e assim permanecem. A exemplo de Sócrates que declarou com absoluta seriedade em seu julgamento: “Enquanto eu respirar não pararei de praticar a filosofia…” nós também, enquanto respirarmos, continuaremos a praticar a nossa filosofia: “Bem servir à nossa população”.
A fé que une os nossos associados acrescenta uma dimensão significativa ao nosso trabalho. A fé é uma fonte de disciplina, força e poder; a fé em nossos ideais, compartilhada, nos dá a energia necessária para a continuação da nossa luta e contribui para a forma e conteúdo que guiam as nossas aspirações.
Assim, mais uma vez firmes e coesos, aguardamos a iniciativa de nossas autoridades para nos devolver o que nos pertence por justiça e herança deixada pelos fundadores da nossa Associação e cujo legado sempre honramos com trabalho, dedicação, competência e perseverança.
(*) Heitor Freire é advogado e associado da Associação Beneficente da Santa Casa.