Juiz diz que ABCG terá resposta em fevereiro

Diretoria da ABCG foi até ao juiz cobrar fiscalização da Santa Casa

Após se reunir com o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais, Amaury da Silva Kuklinski, na tarde da última quarta-feira (25.01), a diretoria da ABCG aguarda nova decisão do magistrado. Segundo Kuklinski, até o final de fevereiro, a associação terá resposta sobre a execução da sentença judicial onde foram estipuladas medidas administrativas para a junta interventora da Santa Casa, as quais não foram cumpridas.

Durante a reunião, o juiz manteve seu posicionamento contrário a intervenção, e reconheceu mais uma vez que o procedimento não alcançou bons resultados. O presidente da ABCG, Wilson Teslenco, o questionou inúmeras vezes sobre a falta de fiscalização no hospital, numerando as deficiências da Santa Casa e a falha da junta interventora em cumprir as medidas impostas à intervenção.

Uma das medidas que deveriam ser cumpridas seria de zerar o déficit do hospital, o que não foi feito, hoje a dívida chega aos R$ 120 milhões e a junta interventora ainda realizou um empréstimo no valor de R$ 14 milhões.

“Precisamos de uma solução. No Brasil temos diversos casos onde a intervenção resultou no fechando de hospitais, não queremos ver a Santa Casa fechada. A intervenção não fez o que foi acordado e queremos que a sentença seja executada”, pontua Teslenco.

As medidas administrativas que deveriam ser cumpridas durante a intervenção foram ignoradas. A assessoria jurídica da ABCG relata que não houve prestação de contas da junta interventora no modo e no tempo devido; foram feitas contrações de empresas para terceirizar serviços. Além disso, houve redução do quadro de funcionários, antes da intervenção eram dois mil duzentos e cinqüenta e nove funcionários e hoje são pouco mais de 900.

Ao governo do Estado e a prefeitura ficou o compromisso de repassar verbas mensais necessárias ao hospital durante o período de intervenção. Para o descumprimento da medida, foi fixada uma multa diária no valor de R$ 10 mil, para ser depositada no Fundo Municipal de Saúde, além do decreto de prisão por descumprimento de ordem judicial.

Nenhum documento foi levado ao juiz, Kuklinski reconheceu e disse “Não chegou nada em minhas mãos”. O magistrado comentou que não sabia da mudança feita na junta interventora, realizada no ano passado com o pedido de demissão do então presidente Jorge Martins e do fato do governo do Estado ter assumido o hospital.

Para que não haja descumprimento das regras, o conselheiro fiscal da ABCG, Joelson Chaves, propôs ao magistrado a inclusão de membros da ABCG no hospital para realizar a fiscalização administrativa.

O advogado da associação, Carmelino Rezende, pressionou o juiz e frizou “A sentença tem que ser executada, ninguém faz nada e fica uma sentença unilateral”. Com o posicionamento do juiz de apresentar decisão no final do próximo mês, o presidente da associação reforça que em meados de fevereiro irá até o juiz para novamente tratarem do assunto e fazer com que a sentença judicial seja executada.

Diretoria da ABCG se reúne com juiz para cobrar fiscalização na Santa Casa

 

Nesta quarta-feira (25.01), a diretoria da Associação Beneficente de Campo Grande, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia, irá se reunir com o juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Amaury da Silva Kuklinski. O encontro será ás 14h, no gabinete do juiz, onde os diretores da ABCG discutirão sobre a fiscalização das medidas administrativas, impostas à junta interventora do hospital em razão da intervenção judicial ocorrida no final de 2007.

No ano passado, Kuklisnki alegou em despacho que a intervenção não alcançou os objetivos esperados, porém, não caberia ao judiciário realizar a fiscalização do hospital e sim ao Tribunal de Contas do Estado.

Em recente decisão contrária, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Fernando Mauro Marinho, confirmou a responsabilidade da justiça através de Kuklinski de fiscalizar e fazer cumprir as medidas administrativas.

De acordo com o advogado da ABCG, Carmelino Rezende, a sentença judicial de intervenção impõe muitas medidas e até agora a única executada foi o afastamento da associação da administração do hospital.

“Só afastaram a ABCG do hospital, mas existem outras ordens para serem cumpridas, por exemplo, o déficit ainda não foi zerado. Precisa ser realizada uma fiscalização urgente e vamos até ao juiz para que isso seja resolvido”, argumenta.

 

Atendido pelo SUS, acidentado paga consulta e exames na Santa Casa

 

Publicada por Mídiamaxnews

Até que o instalador de ar condicionado R.R e sua mulher caíssem no giro das clínicas particulares que ficam no entorno da Santa Casa, e no vácuo do HR, ele e a mulher passaram por uma verdadeira prova de resistência na vida real, bem mais dura que os “realits shows”  da televisão.

Ao contrário da TV, aqui a família teme que a sua imagem e nomes sejam divulgados porque o tratamento médico não se encerrou.

A sina começou no último dia 16, quando o instalador sofreu um grave acidente de trabalho, ao se desequilibrar de uma altura de três metros, e cair cima de uma escada.

Na queda, bateu a fronte do lado direito no cimento duro e teve imediato traumatismo craniano. Ele não conseguiu se proteger com as mãos.

Depois do forte impacto, o trabalhador ficou inconsciente até pouco antes que o Samu o atendesse, cerca de vinte minutos depois da queda. R.R teve um forte temor em uma das pernas, como se tivesse uma convulsão. E estava sem enxergar, ao lado do sangue e plasma que escorriam piso abaixo.

Atendido em estado de choque e em semiconsciência, foi levado para a Santa Casa, o hospital referência do MS em casos de traumatismos neurológicos, segundo informa a central de regulação do SAMU. Apesar de toda a modernização anunciada pelo governo estadual, o HR está fora deste circuito.

Ao chegar ao hospital ao mesmo tempo em que o Samu, a mulher do acidentado, S.R., encontrou o instalador vomitando e ainda sem enxergar.

E dos dois olhos, porque em 1998 o instalador sofreu um primeiro e grave acidente de trabalho, perdendo tragicamente o a visão esquerda, quando um prego penetrou o seu o olho.

Esposa relata alta inesperada

Sem poder entrar na emergência, a esposa foi informada que o neurocirurgião havia marcado uma avaliação por volta das 21horas do mesmo dia, para depois decidir-se pela alta, ou não – a chamada observação, comum em traumatismos cranianos semelhantes.

Mas, repentinamente , segunda a mulher, uma enfermeira lhe disse que a alta fora antecipada para 18 horas. Nervosa com a decisão, ao tentar saber o motivo, S.R. conta que não obteve resposta. E o marido ainda não enxergava dos dois olhos.

Nova diretoria da ABCG será empossada hoje

Nesta quinta-feira, 12 de janeiro, às 19h30, será realizada a solenidade de posse da nova diretoria da Associação Beneficente Campo Grande, mantenedora da Santa Casa de Misericórdia. Os novos nomes foram escolhidos em eleição ocorrida no dia 13 de dezembro. O arquiteto Wilson Teslenco foi reeleito presidente, tendo como vice o desembargador aposentado Abdalla Jallad. Ao lado dos demais diretores, estarão à frente da entidade durante o biênio 2012/2013.

Sobre a nova composição da diretoria, Teslenco reforça que são pessoas com ampla experiência na gestão pública e privada, convictos de que a intervenção não alcançou seus objetivos e preocupados com as condições em que o hospital se encontra.

“Estamos esperançosos, neste ano continuamos a luta para que aconteça a devolução da Santa Casa. A nova diretoria tem nomes de peso, pessoas que conhecem e que não estão contentes com a atual situação da Santa Casa, que vieram somar esforços para conquistar o nosso objetivo” enfatiza.

A posse será realizada na sede provisória da ABCG, que fica na Rua 14 de julho, 1640, centro de Campo Grande.

 

Nova diretoria a ser empossada:

Conselho Administrativo

Diretoria:

Presidente: Wilson Levi Teslenco

Vice-Presidente: Abdala Jallad

Primeiro Secretario: Esacheu Cipriano Nascimento

Segundo Secretário: Jesus Alfredo Ruiz Sulzer

Primeiro Tesoureiro: Carlos Henrique Santos Pereira

Segundo Tesoureiro: Luís Landes da Silva Pereira

Vogais:

(1) Pérsio Ailton Tosi

(2) Joelson Chaves de Brito

(3) Gilton de Almeida Silva

(4) Ricardo Augusto Bacha

(5) Valter Ribeiro de Araújo

(6) Heitor Rodrigues Freire

(7) Elias Gazal Dib

Conselho Fiscal

 Titulares:

(1) Mario Antonio Cavinatto de Mello

(2) Yago João Chieregati Júnior

(3) Izaias Gomes Ferro

Suplentes:

(1) Alarico Reis D`Avila

(2) Marcos Alceu S. Villalba

(03) Carlos Liberato Portugal

 

Assessoria de Imprensa ABCG (67) 3044-1640


A chama de um ideal

 

Publicada pelo site Campo Grande News

No último dia 12, a Associação Beneficente de Campo Grande, proprietária e instituidora da Santa Casa de Campo Grande, elegeu a diretoria que regerá os seus destinos no biênio 2012/2013.

Apesar de todos os percalços, dificuldades interpostas em seu caminho e de todos os insucessos judiciais momentâneos, a Associação resiste impávida, corajosa, serena, lastreada no sonho que sempre norteou os seus caminhos, desde a sua criação.

Um ideal iluminou os corações e as mentes de Eduardo Santos Pereira, Bernardo Franco Baís, Augusto Silva, Otaviano de Mello, Benjamin Corrêa da Costa, Enoch Vieira de Almeida, dr. Eusébio Teixeira (médico militar, primeiro presidente), e o engenheiro Camillo Boni (autor do projeto inicial com quarenta leitos), que encabeçaram uma lista com os seguintes dizeres: “Lista destinada à inscripção das pessoas que contribuem, dando uma esmola, para a creação da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, refúgio, em breve tempo, dos doentes pobres e desvalidos”.

Cento setenta e oito cidadãos se cotizaram com valores variando de 5$000 (cinco mil réis) a 500$000 (quinhentos mil-réis), totalizando 27.080$000 (vinte e sete contos e oitenta mil réis). (in Rica História de Amor ao Próximo- dr. Arthur D’Àvila Filho).

A esses cidadãos altruístas e pioneiros juntaram-se Rogério Casal Caminha, dr. Arlindo de Andrade Gomes (primeiro juiz de Campo Grande) e tantos outros, ao longo dos anos. Se fossemos nomeá-los, utilizaríamos talvez uma edição de jornal. Hoje somos 135 associados.

A chama do ideal que iluminou essas pessoas não morreu. Nem morrerá jamais, pois que os atuais associados da Associação Beneficente de Campo Grande não permitirão que isso aconteça, principalmente como tributo e respeito a quem se dedicou com tanta garra e tanto entusiasmo para servir à causa da população, repetindo: “refúgio, em breve tempo, dos doentes pobres e desvalidos”.

A diretoria recém eleita tem a seguinte constituição: presidente – Wilson Levi Teslenco; vice-presidente Abdalla Jallad; primeiro secretário – Esacheu Cipriano do Nascimento; segundo secretário – Jesus Alfredo Ruiz Sülzer; primeiro tesoureiro – Carlos Henrique Santos Pereira; segundo tesoureiro – Luis Landes da Silva Pereira. Foram eleitos também sete vogais (eu faço parte do conselho de vogais) e os membros titulares e suplentes do conselho fiscal.

Entre os presentes à assembléia geral de eleição, pessoas das mais representativas da nossa sociedade, como, por exemplo, Ruben Figueiró de Oliveira, Juvêncio Cesar da Fonseca, Valter Pereira, Laucídio Coelho Neto, Henrique Martins Neto, José Augusto Lopes Sobrinho, Jairo Faracco, Izaías Gomes Ferro, Ricardo Augusto Bacha, Valter Ribeiro, Leonardo Nunes da Cunha, Mário Eugênio Perón. Peço vênia aos demais participantes por não haver espaço para citar a todos.

O certo é que as instalações da nossa Associação foram pequenas para abrigar tantas pessoas que foram dar o seu apoio à nossa Santa Casa neste momento difícil. Pela grande e significativa presença bem demonstra que o espírito que sempre norteou a nossa instituição está mais vivo do que nunca.

Aristóteles foi dos primeiros a observar que nos tornamos as pessoas que somos devido às nossas próprias decisões. E coerentes com essa atitude é que os nossos associados tem o estímulo intrínseco de continuar na luta, até a vitória final com a retomada do hospital.

A nossa diretoria tem constantemente assinalado o seu propósito de estabelecer um projeto de união com o poder público, com os enfermeiros, médicos e demais instituições empresariais e classistas, para constituir uma ação conjunta que tenha como único objetivo o de servir condignamente à nossa população.

A natureza contagiante de uma atitude corajosa por parte de alguém pode inspirar um grupo inteiro. É o que tem acontecido com os associados da nossa Associação que, desde o começo da invasão que sofreu a nossa Santa Casa, se sentiram unidos e assim permanecem. A exemplo de Sócrates que declarou com absoluta seriedade em seu julgamento: “Enquanto eu respirar não pararei de praticar a filosofia…” nós também, enquanto respirarmos, continuaremos a praticar a nossa filosofia: “Bem servir à nossa população”.

A fé que une os nossos associados acrescenta uma dimensão significativa ao nosso trabalho. A fé é uma fonte de disciplina, força e poder; a fé em nossos ideais, compartilhada, nos dá a energia necessária para a continuação da nossa luta e contribui para a forma e conteúdo que guiam as nossas aspirações.

Assim, mais uma vez firmes e coesos, aguardamos a iniciativa de nossas autoridades para nos devolver o que nos pertence por justiça e herança deixada pelos fundadores da nossa Associação e cujo legado sempre honramos com trabalho, dedicação, competência e perseverança.

(*) Heitor Freire é advogado e associado da Associação Beneficente da Santa Casa.

ABCG elege diretoria e volta a defender devolução da Santa Casa


A nova gestão possivelmente receberá de volta o hospital em 2013

 

A Associação Beneficente Campo Grande, mantenedora do maior hospital do Estado, a Santa Casa de Misericórdia, elegeu na terça-feira (13.12) sua nova diretoria. Wilson Teslenco foi reeleito presidente e o desembargador aposentado Abdalla Jallad, vice-presidente. A nova gestão possivelmente receberá de volta a Santa Casa em 2013, conforme decisão judicial.

A assembléia de eleição contou com participação expressiva dos associados, entre eles os ex-senadores Valter Pereira e Juvêncio César da Fonseca. Na oportunidade, o presidente da mantenedora aproveitou o encontro para falar sobre a luta travada na justiça para retomar a Santa Casa.

Ele destacou que “a eleição desta diretoria cria uma grande oportunidade para a conciliação e alinhamento. Esperamos que a devolução da Santa Casa aconteça antes de 2013, para que possamos restabelecer a ordem legal e junto com o poder público salvar o maior hospital de Mato Grosso do Sul”.

Sobre a nova composição da diretoria, Teslenco reforçou que são pessoas com ampla experiência na gestão pública e privada, convictos de que a intervenção não alcançou seus objetivos e preocupados com as condições em que o hospital se encontra.

Há sete anos a Santa Casa vem sendo administrada pela prefeitura de Campo Grande e governo do Estado através de uma junta interventora.

 

Nova formação da ABCG :

Diretoria :

 

Presidente: Wilson Teslenco

Vice-presidente: Abdalla Jallad

1º Secretário: Esacheu Cipriano Nascimento

2º Secretário: Jesus Alfredo Ruiz Sulzer

1º Tesoureiro: Carlos Henrique Santos Pereira

2º Tesoureiro: Luís Landes da Silva Pereira

 

Conselho de Administração

 

Pérsio Ailton Tosi

Joelson Chaves de Brito

Gilton de Almeida Silva

Ricardo Augusto Bacha

Valter Ribeiro de Araújo

Heitor Rodrigues Freire

Elias Gazal Dib

 

Conselho Fiscal:

 

Mário Antonio Cavinatto de Mello

Yago João Chieregati Junior

Izaías Gomes Ferro

 

Suplentes:

 

Alarico Reis D’Avilla

Marcos Alceu S. Villalba

Carlos Liberato Portugal

Santa Casa chegou ao limite do atendimento ao SUS, afirmam diretores do hospital

 

Publicada por Mídamax News

A Santa Casa, um hospital privado, mas sob intervenção do governo estadual e da prefeitura de Campo Grande desde 2005, está sob administração do poder público por mais de cinco anos e chegou ao seu limite. A situação extremamente crítica, vivenciada por milhares de cidadãos que não podem pagar por planos de assistência privados, está incontrolável.

Ontem, o Midiamax passou parte da manhã dentro do pronto socorro de maior movimento no estado. O volume de atendimentos é tão alto que só até o dia 16, desse mês de março, haviam passado pela urgência 3.281 pacientes. O que dá uma média de mais de 6 mil pacientes/ mês, segundo dados da direção do hospital.

Pacientes com problemas mais comuns de saúde, ou politraumatizados em estado gravíssimo, trazidos por viaturas do SAMU, se avolumam em salas improvisadas pelos corredores do PS.

As salas atendem uma padronização do ministério da Saúde, que classifica as urgências em zonas divididas por cores que variam do pior estado clínico para o melhor – vermelho, amarelo e verde. Nessas salas, a crise de falta de vagas salta aos olhos.

Pacientes classificados como “sala vermelha”, às vezes inconscientes, que deveriam estar numa UTI completa devido à sua fragilidade clínica, lotam a Emergência.  Nela, por exemplo, só há espaço para seis pacientes usarem o equipamento de intubação respiratória, no caso de problemas nos sistemas respiratório e cardiovascular ou em outros órgãos vitais. Mas ontem pela manhã, 14 pacientes graves ocupavam toda a sala.

Quando a situação se agrava pela falta de respiradores, os enfermeiros usam o “ambu”, um sistema manual que pode causar lesões eventuais nos pulmões.

“Não deveriam estar lá. Estão ali internados, provisoriamente, porque não tem leito disponível na UTI”, afirma o diretor técnico da Santa casa, Dr. Geraldo Marcos Faria.

Na verdade, os pacientes ficam retidos na Emergência porque a ala da UTI destinada ao SUS não tem leitos suficientes para a demanda, já que a Santa Casa centraliza atendimentos do estado inteiro, de convênios e também particulares.

PONTO CRÍTICO

Os pacientes da “sala vermelha” têm que esperar pelas vagas de quem sai da UTI, mas aí surge uma “trava” no sistema. Quem melhora na UTI precisa completar o tratamento na unidade chamada Centro de Terapia Intensiva, CTI, porque ainda depende de cuidados especiais. Mas 18 leitos de CTIs estão desativados, à espera de investimentos em reformas.  Além disso, para que haja rotatividade de pacientes na própria CTI, a unidade requer salas do chamado “semi-crítico”, que acolhe o paciente quase recuperado. Mas a Santa Casa não dispõe de salas do “semi-crítico” e a fila não anda.

Assim, os pacientes ficam retidos na Emergência do PS até que surja uma vaga. E quando nem ao menos há possibilidade de internação na “sala vermelha”, acabam permanecendo nas próprias ambulâncias do SAMU, como o ocorrido ontem mesmo.

Uma declaração curta do diretor clínico da Santa Casa, Dr. Luiz Alberto Hiroki Kanamura, define a postura da diretoria do hospital. “Todos os nossos esforços para atender a demanda estão esgotados. Eu até abri a sala de cirurgia cardíaca para atender pacientes de clínica ortopédica”, garante.

Na sala do setor “amarelo” a situação é idêntica.  Os pacientes ocupam todos os espaços porque não há leitos disponíveis para internação. E quando a própria sala fica pequena, as macas tomam os corredores. “Tem que internar, acolher, colocar macas nos corredores”, repete o Dr. Geraldo Faria.

Ainda restam os pacientes menos graves, em observação, retidos na “sala verde”, e mais uma vez a crise no atendimento é a mesma, no caso do SUS.

HOSPITAL PEDE TRANSFERÊNCIAS

Embora tenha 591 leitos disponíveis no momento, três vezes por dia a direção da Santa Casa envia relatório de pacientes na fila de espera para que sejam removidos para outros hospitais.

Ontem pela manha o Centro Estadual de regulação, órgão do governo do estado informou que precisava transferir 28 pacientes que aguardavam vagas nos corredores, 6 que esperavam por exames. E que na Sala de Emergência haviam mais outros 10 doentes graves. Ao lado da relação, um aviso: “Alguns pacientes necessitam cuidados de UTI, que não dispomos no momento, solicito providências de vagas”.  No mesmo sentindo ouvimos um telefonema para o Secretário Municipal de Saúde Pública, Leandro Mazina Martins.

Os pedidos esbarram em dificuldades dos outros grandes hospitais do estado. O Hospital Universitário apresenta quadro semelhante ao da Santa Casa e o Hospital Regional, do próprio estado, que teoricamente deveria receber os investimentos públicos do SUS, tem serviços, alas, leitos desativados e equipamentos quebrados.

O Dr. Kanamura deu um exemplo da situação do HR:

- Há duas semanas, uma criança engoliu uma pilha e veio pra cá. A Santa Casa não tem endoscopia pediátrica, que é referência do Hospital Regional. A central de regulação deu a vaga no HR, mas logo depois cancelaram, porque o equipamento estava quebrado. A criança nem saiu daqui. Por sorte, a pilha era pequena e a criança pôs pra fora.”

VERBAS FEDERAIS

Para manter o atendimento o Hospital recebe, mensalmente do SUS,  a quantia de R$ 5.700 milhões pelo uso de 591 leitos e a realização de 1.756 cirurgias em fevereiro, segundo a direção da Santa Casa.

Mesmo assim, no momento, não faz cirurgias eletivas, que são aquelas programadas para evitar o agravamento das doenças. Não há centro cirúrgico disponível e nem leitos. Se não conseguir tratamento, o paciente que precisa de uma operação volta ao SUS quando estiver com o quadro de saúde agravado, e entra no sistema pela porta da emergência, a vermelha.

ABCG elege nova diretoria hoje

 


A Associação Beneficente Campo Grande, mantenedora da Santa Casa, elege hoje, às 19h, a sua nova diretoria. Atualmente presidida por Wilson Teslenco, há sete anos a ABCG luta na justiça pela devolução do maior hospital do Centro-Oeste, a Santa Casa de Misericórdia.  A eleição será realiza na sede provisória da ABCG e a previsão é que mais de 120 associados participem da votação.

A nova diretoria ficará à frente da ABCG pelos próximos dois anos.

Local da eleição : Rua 14 de Julho, 1640, centro

Horário : 19h

Contato : 3044 -1640

 

MPF pede e Ministério bloqueia repasse de R$ 24 mi à Santa Casa

 

Publicada por Campo Grande News

Anunciada no dia 4 de outubro, durante visita do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Campo Grande, a verba de R$ 23 milhões para melhorias no PS (Pronto Socorro) do hospital ainda não começou a ser liberada. A previsão é que liberação de R$ 2 milhões por mês para investimentos na emergência da Santa Casa.

Na data, o ministro assinou portarias liberando essa verba e ainda

De acordo com informações do Ministério, o repasse foi suspenso a pedido do Ministério Público Federal. Em nota enviada ao Campo Grande News, a assessoria de imprensa do órgão informou que, conforme a área técnica, o recurso não foi repassado por conta de uma solicitação do MPF, “que efetuava avaliações na execução de repasses anteriores”.

Diante disso, conforme a nota, o órgão ministerial achou por bem recomendar ao Ministério que não fizesse ainda a liberação do dinheiro.

Conforme o Ministério, o pedido do MPF já retirou o pedido de bloqueio, mas o Departamento de Regulação, Avaliação e Controle ainda não recebeu a documentação para liberar os valores. “Assim que chegar ao setor, o repasse será autorizado”, informa a a assessoria.

Ortopedistas da Santa Casa pedem demissão por melhores salários

 

Publicada por Mídiamaxnews

Médicos ortopedistas da Santa Casa de Campo Grande estão pedindo demissão do hospital por falta de condições de trabalho e baixo salário.

Segundo informações, os médicos estariam insatisfeitos com os salários pagos a categoria e com as condições de trabalho oferecidas no local.

A assessoria do Sindicato de Médicos de Mato Grosso do Sul confirma que está havendo demissões do hospital pelos problemas citados. Entretanto disse que não é debandada. O sindicato não soube precisar quantos médicos já pediram demissão do hospital.

O Conselho Regional de Medicina, por meio de sua assessoria, informou que até o momento não recebeu nenhuma informações sobre o assunto e por isso não iria se manifestar.

Já a assessoria da Santa Casa nega que esteja enfrentando o problema e informou que todos estão trabalhando normalmente no setor de ortopedia.

Questionada, a assessoria da Santa Casa não soube precisar quantos médicos estão no quadro atual da ortopedia e quantos estavam a seis meses atrás.

A Santa Casa e o Hospital Universitário são os hospitais credenciados pelo SUS para atendimento de ortopedia. O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul não tem centro ortopédico. Com as demissões, seriam médicos a menos atendendo a população que precisa deste serviço.